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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

EMPRÉSTIMO CONSIGNADO PARA SERVIDORES FEDERAIS É INTERROMPIDO POR BANCOS PRIVADOS, MAS MANTIDOS NO BB E NA CAIXA


BANCO DO BRASIL E CAIXA ECONÔMICA FEDERAL INFORMAM QUE CONTINUAM OPERANDO NORMALMENTE A CARTEIRA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO CONSIGNADO PARA SERVIDORES FEDERAIS.

FEBRABAN EMITE NOTA AFIRMANDO QUE ALGUNS BANCOS INTERROMPERAM TEMPORARIAMENTE A LINHA DE CRÉDITO.

Bancos suspendem temporariamente concessão de crédito consignado

19/08/2015 
Brasília
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que algumas instituições suspenderam temporariamente a concessão de empréstimos consignados para servidores públicos federais. Segundo a Febraban, a suspensão vai durar até que seja definida a estratégia de migração do processamento das folhas de pagamento para um novo sistema que o Ministério do Planejamento está desenvolvendo.

A Febraban informou ainda que está buscando contato com as equipes técnicas do Ministério do Planejamento para colaborar com o trabalho de migração. “O objetivo é desenvolver um processo de substituição de plataforma totalmente seguro para o servidor usuário do serviço”, disse em nota.

A federação não informou quais bancos suspenderam as concessões, mas os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil disseram à Agência Brasil que continuam a oferecer o crédito consignado normalmente. "Os clientes do Banco do Brasil podem continuar a simular ou contratar as operações, nas mesmas condições, nas agências e demais canais alternativos”, disse o banco, em nota.

A suspensão ocorre após a divulgação de envolvimento da empresa Consist na Operação Lava Jato. A Consist foi contratada pelo Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (Sinapp) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para administrar osoftware que permite fazer o crédito consignado.

A ABBC e o Sinapp assinaram em 2009 acordo com o Ministério do Planejamento para permitir o compartilhamento do sistema de gestão de consignáveis dos servidores públicos federais e pensionistas, o Sigmac. Para liberar o crédito, os bancos precisam checar a margem consignável do servidor, e isso era possível por meio do acordo entre o ministério e essas entidades.


De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, a empresa Consist Software, administrada pelo ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano (PT), recebia uma taxa mensal das empresasque ofereciam crédito consignado para cada empréstimo concedido.

Nesta quarta-feira, a ABBC disse que encaminhou ontem (18) correspondência à Consist Software formalizando pedido de rescisão contratual. Em nota, a associação diz que o acordo foi feito para facilitar e melhorar a segurança dos contratos de empréstimos consignados para servidores federais. “Nele, não há qualquer tipo de remuneração ou fluxo de valores entre as instituições [ABBC, Sinapp e Ministério do Planejamento].”

“À época, os bancos participantes do mercado de crédito consignado avaliaram opções disponíveis e identificaram que esta empresa apresentava melhores condições de atender aos requisitos técnicos e operacionais. Até então, não havia conhecimento de qualquer informação pública que desabonasse seu trabalho ou conduta”, acrescentou a ABBC.

Edição: Denise Griesinger

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