Do: UOL
O juiz Alexandre Henry Alves, da Vara Federal Cível e Criminal de Ituiutaba, em Minas Gerais, determinou nesta terça-feira (22) que os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira(MDB-CE), se abstenham de pagar ou de autorizar o pagamento de auxílio-mudança a deputados e senadores reeleitos. A decisão de caráter liminar (isto é, provisória) atende a uma ação popular ajuizada pelo advogado e vereador de Gurinhatã (MG) Douglas Henrique Valente (PTB-MG).
Ele argumenta que "a concessão em duplicidade dessa verba fere os princípios fundamentais da moralidade pública e da economicidade administrativa".
Na decisão, o juiz afirma que não se justifica o pagamento do auxílio-mudança aos candidatos que mantiveram seu cargo por reeleição ou que foram eleitos para um cargo na outra casa legislativa. O argumento é de que, como não houve mudança ou transporte para outra localidade, não há motivo para pagamento do benefício.
JAIR BOLSONARO EMBOLSOU O AUXÍLIO
Três dias antes de renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro recebeu da Câmara R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança, um salário extra que o Congresso destina todo início e fim de legislatura a parlamentares.
A benesse caiu em 28 de dezembro na conta do então presidente eleito. Somado ao seu salário de deputado daquele mês e acrescido à metade do 13º, Bolsonaro recebeu R$ 84,3 mil brutos no mês passado.
IMORALIDADE E OPORTUNISMO
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é candidato à reeleição ao posto, decidiu antecipar em um mês o pagamento do auxílio.
Normalmente ele é depositado na conta dos parlamentares no final do mandato, que é 31 de janeiro. Sob o argumento de que havia uma folga orçamentária nas contas da Câmara em 2018, Maia decidiu pagar o auxílio a todos no dia 28 de dezembro.
Caso o benefício fosse depositado no final de janeiro, há dúvidas sobre se Bolsonaro poderia recebê-lo, já que ele deixou de ser deputado.
NOTA DO BLOG
O problema vai muito além do atual presidente também ter recebido o AUXÍLIO MUDANÇA, embora seja péssimo que ele tenha um discurso diferente da prática. Prega austeridade e sacrifício para o povo, mas, aceita mordomias e embolsa calado esse tipo de "auxílio".
O GRAVE, é que a GASTANÇA do dinheiro público permanece via estes expedientes de AUXÍLIOS - GRATIFICAÇÕES - COMISSÕES, criadas e mantidas para que dela se LOCUPLETEM as "CASTAS" compostas por uma elite de poderosos.
Fazem as LEIS, os REGULAMENTOS, as NORMAS que os beneficiam, e não há nada nem ninguém que consiga acabar com essa vergonheira.
Enquanto o povo sangra e sua para receber um salário miserável, eles fresquinhos no AR-CONDICIONADO, fazem "TRANSFUSÕES GENEROSAS DO DINHEIRO PÚBLICO PARA SUAS CONTAS PESSOAIS".
Não vai demorar muito, e um "magistrado" vai DERRUBAR a decisão do JUIZ FEDERAL Alexandre Henry, autorizando o pagamento do IMORAL - AUXÍLIO MUDANÇA.






