MATÉRIA DO JORNAL EXTRA FALA EM SEIS ANOS SEM REAJUSTE - FAÇAM AS CONTAS DIREITINHO - SERÃO QUASE DEZ ANOS.
A última lei que permitiu aumento para diversas categorias é de 2014. E, com a norma que aprovou o socorro da União para estados e municípios, é certo que no próximo ano o cenário não vai mudar, porque a contrapartida foi o congelamento salarial até 2021, e ainda, a suspensão da contagem de tempo para adicionais por tempo de serviço, como o triênio.
ENTÃO VAMOS LÁ: De 2014 até 2020 são seis anos.
2021 + 1 ano
2022 = UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS QUEBRADOS. A recuperação econômica, se ocorrer, ainda será incipiente. A simples liberação de poder REAJUSTAR salários não é garantia de nada. Ano de ELEIÇÃO, o que não for decidido até ABRIL não pode mais valer por conta da LEGISLAÇÃO.
2023 = Assume um novo governo. Esse governo vai receber um ESTADO QUEBRADO, com rescaldo da PANDEMIA e DÍVIDAS com a UNIÃO no HORIZONTE por conta do RRF se ele for de fato PRORROGADO. Não é novidade para ninguém, seja quem for o governador eleito, o discurso será o de que "é preciso tomar pé da situação financeira" - "vamos colocar a casa em ordem" - "até o final do mandato vamos ver a situação salarial dos nossos queridos servidores". Não se esqueçam das promessas de Witzel.
Convenhamos, se não houver uma mobilização grande do funcionalismo serão NOVE ANOS de ESPERA, sem CERTEZA de que os reajustes serão feitos. NOVE ANOS de perda de poder aquisitivo.
Some-se a isso a PROIBIÇÃO DE CONCURSOS PÚBLICOS.
Cenário muito RUIM para os SERVIDORES PÚBLICOS do Brasil e em especial para os de ESTADOS ENDIVIDADOS como o Rio de Janeiro.