Senado autoriza intervenção na segurança pública do estado do Rio de Janeiro
21/02/2018
O plenário do Senado Federal aprovou pouco antes da meia-noite desta terça-feira (20) o decreto do presidente da República, Michel Temer, que impõe intervenção do governo federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro.
Foram 55 votos a favor, 13 contrários e uma abstenção. A matéria será promulgada.
Aprovada na madrugada anterior pela Câmara dos Deputados, a medida iniciada em 16 de fevereiro tem agora o aval do Congresso Nacional para seguir até o último dia de 2018.
Enquanto estiver em vigor, ficarão paralisadas as discussões e votação de qualquer proposta de emenda à Constituição (PEC) tanto na Câmara quanto no Senado. Essa é a primeira intervenção federal em um ente federado desde a promulgação da Constituição Federal em 1988.
Senadores de partidos da oposição tentaram impedir a aprovação da medida, a qual classificaram de desnecessária, mal justificada, dispendiosa, mal planejada, politiqueira e eleitoreira. Afirmaram também que a intervenção foi decidida contra a vontade dos militares e que não resolverá os problemas do estado.
Também foi criticada a possibilidade de uso de mandados de busca e apreensão coletivos, considerados inconstitucionais por vários senadores.
ÍNTEGRA DA MATÉRIA - Site do Senado Federal
NOTA DO BLOG: Ficou evidente depois de todo esse debate, que embora aprovando a INTERVENÇÃO por considerar que alguma coisa precisava ser feita, a maioria das opiniões é de que a forma como ela foi anunciada e decretada, teve forte componente de precipitação, improviso e jogada eleitoreira. Pegando até as Forças Armadas de surpresa, com o interventor nomeado acabando de voltar de suas férias, e sem nenhuma ação planejada ou para evitar as conhecidas fugas e migrações dos criminosos que ocorrem em situações desse tipo.
Os militares, no colo de quem foi jogada essa "BOMBA" sem que tenham tido tempo para um maior debate, já alertaram que não vão permitir a exploração e uso político da medida.
Vamos torcer para que a INTERVENÇÃO dê certo. E dar certo é conter o avanço do crime, restabelecer um mínimo de organização e condições de trabalho na Polícia, dar uma melhor segurança para a população e, que o número de vítimas e de problemas institucionais seja o menor possível.




