Entre avanços econômicos e tensões políticas, balanço de 2025 é positivo
Por Míriam Leitão
01/01/2026
Transcrito parcialmente por se tratar de matéria exclusiva para assinantes do Jornal O Globo.
Em um balanço econômico do ano, é possível afirmar que 2025 foi um ano bom. A inflação vai fechar muito abaixo do que se esperava.
As projeções chegaram a se aproximar de 6%, mas o IPCA deve encerrar o ano em torno de 4,3%, dentro da meta. O grupo de alimentos foi o que mais contribuiu para essa desaceleração, o que é relevante por seu impacto positivo no orçamento das famílias de menor renda.
O desemprego foi outro indicador com resultados surpreendentemente positivos. No trimestre encerrado em novembro, a taxa foi de 5,2%, a menor desde 2012.
Os juros, por sua vez, permaneceram elevados, com a Selic em 15% .
O que chama a atenção é que, mesmo com uma taxa de juros nesse patamar, o desemprego não aumentou e a economia não entrou em estagnação ou recessão. A atividade econômica cresceu e, o PIB deve fechar o ano com alta de cerca de 2,3%.
Ao longo do segundo semestre, no entanto, o impasse foi sendo equacionado com condução hábil pelo governo brasileiro. O vice-presidente realizou reuniões com representantes de diversos setores. Paralelamente, a negociação direta entre os presidentes Trump e Lula evoluiu positivamente.
Internamente, o governo manteve uma relação tensa com o Congresso, marcada por disputas em torno de emendas, medidas rejeitadas e vetos derrubados. Ainda assim, uma iniciativa relevante para o projeto do governo foi aprovada por unanimidade: a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com redução da tributação para rendas de até R$ 7.350.
O ano termina com tensão na fronteira entre política e Judiciário, em função da liquidação do Banco Master e de seus desdobramentos. A liquidação do banco seguiu as normas de prudência, regulação e fiscalização do sistema financeiro, mas está sendo questionada. Resta acompanhar como esse episódio irá evoluir em 2026.
Ainda assim, o balanço final de 2025 é claramente mais positivo do que negativo.
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Uma pena que, no Rio de Janeiro, os servidores públicos do Estado e dos Municípios, não tenham recebido, ou tenham recebido parcialmente, reajustes ao longo dos últimos 4 anos. Castro e Paes, promovem uma verdadeira caçada aos servidores públicos, que só não estão em situação pior, por conta das medidas do governo federal que, de alguma forma, lhe minimizaram a penúria.
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